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Denilson

Denílson de Oliveira Araújo (Diadema, 24 de agosto de 1977) é um ex-futebolista brasileiro. Atualmente é comentarista da Rede Bandeirantes de Televisão, participando de segunda à sexta do Jogo Aberto com Renata Fan.

O Rei do Drible

Quando apareceu no Expressinho do São Paulo, que foi campeão da Copa Conmebol, em 1994, Denilson era visto como uma perfeita reencarnação de Garrincha. Ou de Canhoteiro, o antigo ponta-esquerda tricolor dos anos 50 e 60.

Contrariando a orientação vigente nesses tempos de futebol burocrático, ele insistia em chamar o marcador para o drible. Jogando bonito, não demorou a cair no gosto da torcida.

Em sua melhor fase, em 1997, Denilson estava servindo à Seleção Brasileira na Copa América, da qual voltaria campeão. Por conta disso, o São Paulo não pôde contar com sua habilidade na partida decisiva do Paulistão daquele ano que, com um empate (1 x 1), acabou dando o título ao Corinthians.

Foi também na Copa da França que Denilson canalizou as esperanças de se ver um pouco mais de futebol no insípido time treinado por Zagallo.

Mas a justiça tarda, mas não falha. Se, em 1997, o Tricolor não pôde contar com a sua irreverência, no ano seguinte lá estava ele, ao lado de França e Raí, para botar água no chope do bi do rival.

Eles haviam vencido a primeira (2 x 1) e, dessa vez bastava um empate para o Corinthians botar a faixa no peito. Mas naquela tarde o São Paulo tinha, entre outras armas, o endiabrado Denilson.

Nas semifinais, contra o Palmeiras, ele já havia respondido às provocações do limitado Galeano com uma promessa: "Vou meter a bola no meio das suas pernas".

E agora, na decisão, carregava a bola até a linha e fundo, dava um drible desconcertante em Cris e servia França para fechar a fatura dos 3 x 1. Os jogadores adversários até reclamaram, dizendo que Denilson os estava humilhando com os seus dribles.

Vendido ao Betis da Espanha, por 26 milhões de dólares, uma quantia recorde na época, aquela foi a sua última partida com a camisa tricolor. Denilson deixou saudade. Em campos espanhóis, acabou não se dando bem e, no final da temporada 1999/2000, já queria deixar o Betis.

Acabou então voltando ao futebol brasileiro, em 2000, para atuar pelo Flamengo. Mesmo jogando ao lado de atletas como Alex, Petkovic e Gamarra, Denílson teve um desempenho discreto. Com isso, voltou ao Betis.

Mais adaptado ao futebol europeu, Denílson finalmente conquistou dirigentes e torcedores do clube espanhol. A "volta por cima" se completou quando Luiz Felipe Scolari voltou a convocar o atleta para a Seleção.

Denílson foi durante toda a Copa-2002 uma opção para o segundo tempo. O jogador protagonizou uma das cenas mais bonitas da Copa quando foi perseguido por quatro turcos nos minutos finais da partida contra a Turquia, nas semifinais.

O canhoto deixou o Betis em 2005, se tranferiu para o francês Bourdeaux e, em 2006, assinou com o Al-Nassr. Em mais um recomeço na carreira, o meia chegou em 2007 ao FC Dallas, clube da liga profissional dos EUA, mas lá também não teve sucesso. No início de 2008, foi repatriado pelo Palmeiras. Depois, teve passagem pelo Itumbiara, em Goiás, antes de se transferir para o futebol vietnamita, para atuar no clube Hai Phong Cement.

Após um período sem clube, Denílson acertou com o Kavala, clube da primeira divisão da Grécia e começou nova aventura no exterior.

 

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