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Dunga

Legítimo representante do viril futebol gaúcho e um dia festejado como símbolo da raça corintiana, Dunga era da Fiorentina quando foi convocado para a Copa de 1990. O então técnico brasileiro, Sebastião Lazaroni, estava tão empolgado com o vigor daquele volante que decretou: o Brasil entrava na Era Dunga. Isso despertou temores de que o futebol brasileiro tinha chegado ao fim do glorioso ciclo criativo, em que meias e atacantes maravilhavam o mundo.

Para os críticos de Lazaroni, aquela experiência não poderia acabar de outra maneira: o Brasil foi eliminado logo na segunda fase do Mundial mostrando um futebol de time pequeno. Dunga e a era que levava o seu nome foram o símbolo daquele fracasso. Hostilizado pela imprensa e pela torcida, sua história com a camisa amarela parecia ter terminado ali mesmo. Mas, quatro anos depois, veio a recuperação.

Dunga reaparecia entre os relacionados para a Copa de 1994. O comando nos Estados Unidos era para ser de Raí, que, no entanto, acabou perdendo o lugar no time. Quando a tarja de capitão foi parar no braço de Dunga, os puristas esbravejaram. Mas o volante respondeu em campo. Jogou bem, marcou melhor ainda - ninguém roubou tantas bolas quanto ele naquele Mundial - e, ainda por cima, deu passes precisos, como o que colocou Romário cara a cara com o goleiro Bell, de Camarões, para abrir o placar no segundo jogo da seleção.

Não havia como negar: se Dunga inaugurou uma era, ela não era sinônimo de fracasso. No fim da Copa, quando ele ergueu a taça, repetindo o gesto de Bellini, Mauro e Carlos Alberto, Dunga não hesitou em soltar o grito quatro anos entalado na garganta. "Isso é pra vocês, seus traíras", esbravejou o capitão, em meio a muitos palavrões, sem se importar com a presença, ao seu lado, do vice-presidente dos EUA, Al Gore.

Em 1998, já sem o mesmo "punch", mas com a mesma liderança, ele participou da campanha do vice-campeonato na França. Mais de dez anos depois de uma bem-sucedida carreira internacional - no futebol italiano, alemão e japonês -, Dunga retornou ao Brasil, em 1999, para defender novamente o Internacional, seu primeiro clube. Fez um gol que livrou o Inter do rebaixamento no Brasileiro, mas foi afastado pelo técnico Leão.

Durante a Copa do Mundo de 2006, foi comentarista do canal Bandeirantes. Com o fracasso da equipe de Carlos Alberto Parreira, Dunga foi convidado para assumir o comando da seleção nacional, prometendo a "vibração" que faltou na equipe que caiu nas quartas-de-final do Mundial da Alemanha, diante da França.

Sempre polêmico e contestado, fracassou nas Olimpíadas de 2008, em Pequim, mas seguiu no cargo, venceu a Copa das Confederações de 2009, além da Copa América da Venezuela, em 2007. Somado a isso, ele garantiu a classificação antecipada ao Mundial de 2010 ao conseguir uma vitória avassaladora sobre a Argentina, em Buenos Aires – o time nacional ainda fechou as eliminatórias sul-americanas na primeira colocação.

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