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Gildo Fernandes

Gildo Fernandes

Gildo Fernandes de Oliveira é considerado por muitos o maior ídolo da história centenária do Ceará Sporting Club. Pernambucano, iniciou a carreira na base do Santa Cruz e, após testes no Vasco da Gama, acabou emprestado ao Alvinegro cearense.

A passagem tinha tudo para ser breve, pois chegou no último turno do Campeonato Cearense de 1960, por empréstimo, e com o preço do passe estipulado em um valor baixo por conta de supostos problemas de joelho. Mas Gildo mostrou faro de gol instantâneo e permaneceu com a camisa 9 do Ceará até o fim de 1971, quando se transferiu para o Calouros do Ar. Foi campeão cearense em 1961, 1962, 1963, 1971 e campeão do Torneio Norte-Nordeste em 1964 e 1969. Ele também é o maior artilheiro da história do clube cearense com 246 gols.

O "Pernambuquinho", como também era conhecido, foi ainda artilheiro estadual em 1961 e 1963, com 15 e 16 gols, respectivamente. Em 1966, transferiu-se para o América de São José do Rio Preto, equipe do interior de São Paulo. Fez boas campanhas e chegou a ser cotado para o Corinthians, mas sua contratação não chegou a se concretizar, devido a uma grave lesão no joelho direito do atleta.

Do América paulista, Gildo voltou para o Ceará, ainda na década de 60, após grande pressão da torcida alvinegra nos diretores da época. Nesta segunda passagem ele ajudou o time a conquistar dois títulos históricos, o Norte-Nordeste de 1969 e o Estadual de 1971, após oito anos sem que o Vovô desse uma volta olímpica no campeonato local.

A decisão do Norte-Nordeste foi contra o Remo. No segundo jogo dessa final, o Ceará precisava da vitória para forçar um terceiro jogo. A partida estava empatada em 2 a 2, até que no final do segundo tempo Gildo acertou uma bela cabeçada no canto superior direito. Gildo desmaiou após o gol histórico tamanha a emoção e euforia. Dois dias depois o Ceará bateria novamente o Remo por 3 a 0 e levantaria mais uma taça.

Em 1971, foi campeão cearense mais uma vez. Nesse ano marcou um gol antológico. Nas finais contra o Fortaleza, o goleiro Cícero Capacete cobrou o tiro de meta e, de cabeça, Gildo escorou para o gol da intermediária. Não viu o gol, pois caiu com o choque com a bola, mas entrava para a história novamente.

No ano seguinte foi a vez de vestir a camisa do Calouros do Ar, o time da Base Aérea de Fortaleza. Disputou os estaduais de 1972 e 1973 e encerrou a carreira aos 33 anos. Depois, chegou a trabalhar como vendedor e voltou ao clube do coração para coordenador as divisões de base. Hoje aposentado, Gildo vive ao lado da família no bairro da Gentilândia, próximo ao estádio Presidente Vargas.

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